Arquivos do Blog

Ainda sobre o Carbono-14…


O vídeo a seguir é uma animação que explica de maneira bem simples como o Carbono-14 surge na natureza e sobre o seu uso pelos cientistas nas datações de fósseis de até 60 mil anos. Aproveitem e tirem suas dúvidas!

Anúncios

Como identificar a idade de um fóssil? Como funciona o Carbono-14?


Já que estamos estudando sobre fósseis, vocês já se perguntaram como os cientistas conseguem datar sua idade? Como descobrem a que época pertence o fóssil encontrado?! Li um pouco sobre o assunto e vou tentar resumir aqui sem complicar.

Para datar objetos arqueológicos é necessário que diversas áreas do conhecimento estejam envolvidas, especialmente químicos, físicos e biólogos. O método mais conhecido é o do carbono-14 (C-14), usado em materiais que são constituídos por átomos desse elemento químico, por exemplo, madeira, carvão, ossos, tintas derivadas de plantas.

Esse método foi descoberto em 1949, pelo cientista inglês Willard F. Libby (conheça mais clicando aqui). Ele descobriu que o Carbono-14 diminui em ritmo constante com o passar do tempo, assim quanto menos C-14 um objeto tiver mais antigo ele é. Nos seres vivos, o C-14 começa a diminuir após sua morte, mas não desaparece completamente. Contudo, essa técnica só é confiável para objetos que tenham cerca de até 60 mil anos. Acima disso, é preciso usar outros métodos.

A seguir, você poderá ver um vídeo bem curtinho sobre a datação com C-14.

Descobriram 22 sítios arqueológicos em Nova Iguaçu


Construção do Arco Metropolitano leva à descoberta de 22 sítios arqueológicos na Baixada

RIO – A abertura de estradas para criar o Arco Metropolitano, que ligará o município de Itaboraí ao Porto de Itaguaí, revelou uma preciosidade histórica: ao longo de 72 quilômetros dos 145 que terá a nova rodovia, foram descobertos 22 sítios arqueológicos. Eles são os primeiros registros do início da ocupação da Baixada Fluminense e comprovam que ali viveram índios, escravos e colonizadores. Pesquisadores do Instituto de Arqueologia Brasileira (IAB) correm contra o tempo e contra as máquinas pesadas das obras para resgatar o máximo possível antes que o progresso passe literalmente por cima da história.

Fonte: Globo.com, em 18/07/2009

Fóssil de predador gigante é encontrado no Rio Grande do Sul


Mais um fóssil é descoberto no Brasil, pessoal! Desta vez, o lugar de descoberta foi o Rio Grande do Sul.

Foi um réptil, classificado como um Prestosuchus chiniquensis, predador pré-histórico, foi encontrado em excelente estado de conservação no município de Dona Francisca, no Rio Grande do Sul, a 260 km de Porto Alegre. Parecido com um jacaré, o réptil caminhava sobre quatro patas, possuía cauda longa e seu focinho era mais longo. Pesava cerca de 1 tonelada e tinha em média 7 metros de comprimento e 1,5 metro de altura. Seu corpo não encostava o solo.

Sérgio Cabreira , um dos pesquisadores responsáveis pela descoberta, diz que até hoje nenhum prestosuchus encontrado e em exposição estava tão completo. E, segundo ele:

– Esta descoberta permitirá uma melhor compreensão da anatomia de prestosuchus e irá favorecer uma reconstrução mais precisa do esqueleto do animal. Uma vez que, este é o único fóssil deste grupo a apresentar uma pata traseira preservada, o mesmo trará novas informações sobre a locomoção desses incríveis répteis.

A descoberta foi feita pela equipe da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). O animal viveu há 240 milhões de anos, antes do aparecimento dos dinossauros. Segundo os cientistas, é o fóssil mais bem conservado do maior predador do Triássico médio. O Prestosuchus pertencia ao grupo dos arcossauros basais, que foram anteriores a dinossauros, pterossauros e crocodilos. O material foi tombado no acervo do Museu de Ciências Naturais da Ulbra.

Fonte: R7 notícias

Pedro Leopoldo, o berço de Luzia.


Galerinha,

abaixo, estão os vídeos usados em sala de aula para apresentar o complexo arqueológico “Lapa Vermelha”, onde o fóssil, denominado de Luzia, foi encontrado na década de 1970. O sítio fica no município de Pedro Leopoldo, Minas Gerais, onde Luzia e seu povo teriam vivido há 11 mil anos.

A apresentação do vídeo é feita pelo professor, antropólogo e arqueólogo Walter Neves – o mesmo que descobriu Luzia, há 12 metros de profundidade do solo. Ele explica diferentes momentos da ocupação humana na região. Para isso, ocupa-se do estudo de alguns vestígios deixados por esses primeiros homens: artesanato, ferramentas, ossos, etc.

As pesquisas na região estão integradas a um grande projeto chamado “Origens e microevolução do homem na América”, em que participam vários profissionais diferentes, como paleontólogos, geólogos, arqueólogos, antropólogos, físicos, químicos. Como vocês poderão perceber, as escavações são processos delicados e necessitam de muita técnica.

Neste vídeo, vocês poderão ver, ainda, a explicação dada pelo professor Walter Neves sobre como foi feita a reconstrução do rosto de Luzia e, principalmente, os impactos gerados com as conclusões do estudo do crânio deste fóssil. Até então, acreditava-se que os primeiros seres humanos que chegaram ao continente americano havia se deslocado da Ásia. Com a descoberta de Luzia, conclui-se que também recebemos migrações da África.

Depois de assistirem ao vídeo, respondam:

  1. Como se alimentavam Luzia e seu povo?
  2. Qual a importância dos estudos arqueológicos realizados pelo projeto “Origens”?

Parte 1:

Parte 2

Para relembrar…

Luzia – o fóssil humano mais antigo das Américas


Luzia era uma mulher baixa, de apenas 1,50 metro de altura. Comparada aos seres humanos atuais, tinha uma compleição física relativamente modesta para seus 20 e poucos anos de idade. Sem residência fixa, perambulava pela região onde hoje está o Aeroporto Internacional de Confins, nos arredores de Belo Horizonte, acompanhada de uma dúzia de parentes.

Não sabia plantar um pé de alface sequer e vivia do que a natureza agreste da região lhe oferecia. Na maioria das vezes se contentava com os frutos das árvores baixas e retorcidas, uns coquinhos de palmeira, tubérculos e folhagens. Em ocasiões especiais, dividia com seus companheiros um pedaço de carne de algum animal que conseguiam caçar. Eram tempos difíceis aqueles e Luzia morreu jovem.
A descoberta de Luzia mostra que uma outra leva, bem mais antiga, chegou à América. Luzia seria descendente desse grupo. Aparentados dos atuais aborígines australianos, esses primeiros colonizadores teriam saído do sul da China atual e atingido o continente americano cerca de 15.000 anos atrás – três milênios antes da segunda leva migratória.

Como nessa época a Idade do Gelo ainda não havia chegado ao fim, teriam usado canoas para fazer a navegação costeira e contornar os enormes maciços glaciais que bloqueavam a passagem entre a Ásia e a América do Norte. Viveram aqui milhares de anos, isolados do resto do mundo, até desaparecer na disputa por caça e território com a leva migratória seguinte, esta sim ancestral dos índios de hoje.