Arquivo mensal: maio 2010

A utilização e o significado do sítio rupestre


Que eram os lugares com pinturas e gravuras rupestres? Lugares de passagem? De habitação? Ou santuários? Pela estrutura fechada da caverna e o mistério que nelas se encerra, as cavernas paleolíticas da Europa foram consideradas os santuários pré-históricos por excelência, mas o que dizer dos abrigos e paredões nada profundos dos sítios rupestres do Brasil ?

Muitos deles não foram ocupados por falta material de condições e o homem limitou-se a pintar e gravar suas paredes. Outros, pelo contrário, tiveram ocupação intensa e duradoura, servindo como lugar de habitação e de culto em épocas diversas. Mas, em geral, quando os abrigos pintados foram utilizados como lugares cerimoniais, não foram simultaneamente ocupados como habitação. Um abrigo tão privilegiado pela situação, como a Toca do Boqueirão da Pedra Furada , teve ocupação longa, não intensa, o que parece ser a tônica dos abrigos rupestres do Nordeste, indicando que foram usados como lugares de culto e acampamentos temporários cerimoniais; a moradia dos grupos humanos seria em aldeias, fora dos abrigos pintados. Noutros casos foram utilizados simultaneamente como lugar de culto e cemitério.

O tipo de suporte e a estrutura são elementos essenciais e determinantes para se compreender o sítio rupestre e a sua utilização. Os abrigos localizados no alto das serras, ao longo dos rios, como é o caso da região do Seridó, nos sugere serem lugares cerimoniais, longe das aldeias, que deveriam estar situadas mais perto da água. Já os sítios da Serra dos Cariris Velhos, entre a Paraíba e Pernambuco, situados em lugares de várzea, piemonte ou “brejos”, mesmo sendo também lugares de culto, nos dão a impressão de uma utilização habitacional, mesmo que temporária, ou talvez lugar de culto perto da aldeia do grupo.

 

Arte rupestre no Brasil


Considera-se arte rupestre as representações sobre rochas do homem da pré-história, em que se incluem gravuras e pinturas.

 

Acredita-se que estas pinturas, cujos materiais mais usados são o sangue, saliva, argila, e excrementos de morcegos (cujo habitat natural sâo as cavernas), têm um cunho ritualístico.

Normalmente os desenhos são formados por figuras de grandes animais selvagens, como bisões, cavalos, cervos entre outros. A figura humana surge raramente, sugerindo muitas vezes actividades como a dança e, principalmente, a caça, mas normalmente em desenhos esquemáticos e não de forma naturalista, como acontece com os dos animais. Paralelamente encontram-se também palmas de mãos humanas e motivos abstratos (linhas emaranhadas), chamados por Henri Breuil de macarrões.

Nos sítios espalhados pelo mundo, é padrão encontrar, além dos desenhos parietais, figuras e objetos decorativos talhados em osso, modelados em argila, pedra ou chifres de animais.

 

A Arte rupestre no Brasil

Podemos afirmar que o registro rupestre é a primeira manifestação estética da pré-história brasileira, especialmente rica no Nordeste. Além do evidente interesse arqueológico e etnológico das pinturas e gravuras rupestres como definidoras de grupos étnicos, na ótica da história da Arte representa o começo da arte primitiva brasileira. 

O pintor que retratou nas rochas os fatos mais relevantes da sua existência, tinha uma visão sobre o seu mundo.  A intenção prática da sua pintura podia ser diversificada, variando desde a magia ao desejo de historiar a vida do seu grupo, porém, de qualquer forma, o pintor certamente desejava que o desenho fosse “belo” segundo seus próprios padrões estéticos. Ao realizar sua obra, estava criando Arte.

Se as pinturas de Altamira, na Espanha, ou as da Dordonha, na França, são consideradas, indiscutivelmente, patrimônio universal da arte pré-histórica, sabemos entretanto que, pintadas nas profundidades das cavernas escuras, não foram feitas para agradar ninguém do mundo dos vivos, não há motivos aceitáveis para se duvidar ou negar a categoria artística das nossas expressivas e graciosas pinturas rupestres do Rio Grande do Norte ou do Piauí.

Foi precisamente nos sertões nordestinos do Brasil. onde a natureza é particularmente hostil à ocupação humana, onde se desenvolveu uma arte rupestre pré-histórica das mais ricas e expressivas do mundo, demonstrando a capacidade de adaptação de numerosos grupos humanos que povoaram a região desde épocas que remontam ao pleistoceno final. No estado atual do conhecimento, podemos afirmar que três correntes, com seus horizontes culturais, deixaram notáveis registros pintados e gravados nos abrigos e paredões rochosos do Nordeste brasileiro. A esses horizontes chamamos tradição Nordeste, tradição Agreste e tradição São Francisco de pinturas rupestres, somam-se as tradições de gravuras sob rocha, conhecidas como Itaquatiaras. Foram também definidas outras tradições chamadas “Geométrica”, “Astronômica”, “Simbolista”, etc. que podem ser incluídas nas anteriores.

Fonte:Arte Rupestre Brasileira

O domínio sobre o fogo


Turma do amanhã,

abaixo, estou postando um trecho do filme ” A guerra do fogo”, produzido na décade de 1980. O filme é super interessante e demonstra as técnicas usadas pelos homens da Idade da Pedra para produzir fogo. Além disso, observem as reações do homem quando viu pela primeira vez a técnica sendo executada!!!

O domínio sobre o fogo foi algo muito importante para os seres humanos. Como vimos em sala de aula, o fogo ajudou aos homens a iluminar as moradias, os caminhos percorridos, a espantar os animais selvagens e a cozinhar os alimentos. A caça e a pesca, então, torna-se parte fundamental da alimentação  desses homens da Idade da Pedra.

Os homens das cavernas ou homens do Paleolítico


Nossos antepassados são chamados assim porque utilizavam cavernas para se proteger do frio, da chuva e dos animais. Nessa época, eles viviam basicamente da coleta de frutos e da caça de animais.

Eles não viviam em famílias, como ocorre hoje em grande parte do mundo. Ainda não havia a idéia de família, pois os seres humanos nem mesmo sabiam que seus filhos nasciam das relações sexuais entre homens e mulheres. Eles se organizavam em grupos maiores do que as famílias de hoje, nos quais se misturavam indivíduos sem relação de parentesco.

Fóssil de predador gigante é encontrado no Rio Grande do Sul


Mais um fóssil é descoberto no Brasil, pessoal! Desta vez, o lugar de descoberta foi o Rio Grande do Sul.

Foi um réptil, classificado como um Prestosuchus chiniquensis, predador pré-histórico, foi encontrado em excelente estado de conservação no município de Dona Francisca, no Rio Grande do Sul, a 260 km de Porto Alegre. Parecido com um jacaré, o réptil caminhava sobre quatro patas, possuía cauda longa e seu focinho era mais longo. Pesava cerca de 1 tonelada e tinha em média 7 metros de comprimento e 1,5 metro de altura. Seu corpo não encostava o solo.

Sérgio Cabreira , um dos pesquisadores responsáveis pela descoberta, diz que até hoje nenhum prestosuchus encontrado e em exposição estava tão completo. E, segundo ele:

– Esta descoberta permitirá uma melhor compreensão da anatomia de prestosuchus e irá favorecer uma reconstrução mais precisa do esqueleto do animal. Uma vez que, este é o único fóssil deste grupo a apresentar uma pata traseira preservada, o mesmo trará novas informações sobre a locomoção desses incríveis répteis.

A descoberta foi feita pela equipe da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). O animal viveu há 240 milhões de anos, antes do aparecimento dos dinossauros. Segundo os cientistas, é o fóssil mais bem conservado do maior predador do Triássico médio. O Prestosuchus pertencia ao grupo dos arcossauros basais, que foram anteriores a dinossauros, pterossauros e crocodilos. O material foi tombado no acervo do Museu de Ciências Naturais da Ulbra.

Fonte: R7 notícias