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Arquivo: um lugar de memória


Pessoal, estou divulgando trecho da entrevista “LABHOI, um arquivo que pensa”, publicado em 23/11/2009.
O Laboratório de História Oral e Imagem (LABHOI) do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense (UFF) foi criado em 1982. Sua história tem estreita relação com o aprimoramento (melhoramento) do curso de graduação e com a consolidação do programa de pós-graduação. A iniciativa coube às professoras Ismênia Martins e Eulália Lobo, que, à época, realizavam estudo sobre o movimento operário do Rio de Janeiro, com entrevistas e pesquisa de imagens.
Naquele tempo, há quase 30 anos, o uso de fontes não escritas na pesquisa histórica ainda era uma novidade no Brasil, o que tornou o laboratório, nas palavras da historiadora Ana Maria Mauad, um “precursor” da renovação que iria marcar a historiografia brasileira na década de 1980 e seguinte.

Segundo ela, a professora Ismênia Martins fez uma ponte entre o Brasil e a França, onde era intenso o debate sobre a incorporação (uso) de fontes orais e iconográficas (imagens) à pesquisa histórica, sobretudo graças ao historiador Michel Volvelle.

Os projetos estão quase sempre vinculados à memória da cidade de Niterói, onde está situada a UFF. Dentre eles, destacam-se os que buscaram registrar a memória de imigrantes italianos, portugueses e espanhóis, além dos que trataram de acontecimentos marcantes na memória urbana da cidade, a exemplo do quebra-quebra das barcas, de 1959; do incêndio do circo de Niterói, ocorrido em 1961; e do uso do estádio Caio Martins como presídio político logo após o golpe militar de 1964. Cada uma dessas comunidades e eventos foi tema de um curso diferente.

“O LABHOI é um arquivo que pensa”, explica a historiadora, a propósito do laboratório ser ao mesmo tempo um arquivo e um produtor de fontes orais e de imagens.

Todos os projetos de pesquisa, sejam dos professores ou dos alunos por eles orientados, geram fontes orais e imagens que são guardadas no arquivo, obedecendo a protocolos característicos de arquivos de fontes orais – registro do projeto de pesquisa, dos procedimentos adotados na coleta das informações, dos integrantes da equipe, dos produtos gerados, além da elaboração de transcrições e sumários. Enfim, todas as informações úteis a consultas posteriores ao material são produzidas e guardadas.

O acervo do laboratório está organizado em quatro linhas de pesquisa: Memória, Escravidão e Cidadania; África e Mundo Atlântico; Memória Política e Mídias; e Memória, Arte e Política. Entre essas linhas de pesquisa circulam os historiadores que formam o núcleo do LABHOI: Ana Maria Mauad, Hebe Mattos, Paulo Knauss e Mariza Soares.

 

O endereço do LABHOI na internet é http://www.historia.uff.br/labhoi/.

Fonte: Globo Universidade

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Vamos pensar (3)


Seria possível fazer história sem memória?

Bom, pessoal!

Seguindo adiante nas nossas discussões em sala de aula, vamos pensar um instantinho sobre a relação entre História e Memória?! Seria possível escrever História se não pudessemos guardar aquilo que vivemos em nossa memória?

Para responder a esta pergunta, sugiro que assistam ao trecho do filme ” Como se fosse a primeira vez”.  Bom filme!!!