Pedro Leopoldo, o berço de Luzia.


Galerinha,

abaixo, estão os vídeos usados em sala de aula para apresentar o complexo arqueológico “Lapa Vermelha”, onde o fóssil, denominado de Luzia, foi encontrado na década de 1970. O sítio fica no município de Pedro Leopoldo, Minas Gerais, onde Luzia e seu povo teriam vivido há 11 mil anos.

A apresentação do vídeo é feita pelo professor, antropólogo e arqueólogo Walter Neves – o mesmo que descobriu Luzia, há 12 metros de profundidade do solo. Ele explica diferentes momentos da ocupação humana na região. Para isso, ocupa-se do estudo de alguns vestígios deixados por esses primeiros homens: artesanato, ferramentas, ossos, etc.

As pesquisas na região estão integradas a um grande projeto chamado “Origens e microevolução do homem na América”, em que participam vários profissionais diferentes, como paleontólogos, geólogos, arqueólogos, antropólogos, físicos, químicos. Como vocês poderão perceber, as escavações são processos delicados e necessitam de muita técnica.

Neste vídeo, vocês poderão ver, ainda, a explicação dada pelo professor Walter Neves sobre como foi feita a reconstrução do rosto de Luzia e, principalmente, os impactos gerados com as conclusões do estudo do crânio deste fóssil. Até então, acreditava-se que os primeiros seres humanos que chegaram ao continente americano havia se deslocado da Ásia. Com a descoberta de Luzia, conclui-se que também recebemos migrações da África.

Depois de assistirem ao vídeo, respondam:

  1. Como se alimentavam Luzia e seu povo?
  2. Qual a importância dos estudos arqueológicos realizados pelo projeto “Origens”?

Parte 1:

Parte 2

Para relembrar…

Luzia – o fóssil humano mais antigo das Américas


Luzia era uma mulher baixa, de apenas 1,50 metro de altura. Comparada aos seres humanos atuais, tinha uma compleição física relativamente modesta para seus 20 e poucos anos de idade. Sem residência fixa, perambulava pela região onde hoje está o Aeroporto Internacional de Confins, nos arredores de Belo Horizonte, acompanhada de uma dúzia de parentes.

Não sabia plantar um pé de alface sequer e vivia do que a natureza agreste da região lhe oferecia. Na maioria das vezes se contentava com os frutos das árvores baixas e retorcidas, uns coquinhos de palmeira, tubérculos e folhagens. Em ocasiões especiais, dividia com seus companheiros um pedaço de carne de algum animal que conseguiam caçar. Eram tempos difíceis aqueles e Luzia morreu jovem.
A descoberta de Luzia mostra que uma outra leva, bem mais antiga, chegou à América. Luzia seria descendente desse grupo. Aparentados dos atuais aborígines australianos, esses primeiros colonizadores teriam saído do sul da China atual e atingido o continente americano cerca de 15.000 anos atrás – três milênios antes da segunda leva migratória.

Como nessa época a Idade do Gelo ainda não havia chegado ao fim, teriam usado canoas para fazer a navegação costeira e contornar os enormes maciços glaciais que bloqueavam a passagem entre a Ásia e a América do Norte. Viveram aqui milhares de anos, isolados do resto do mundo, até desaparecer na disputa por caça e território com a leva migratória seguinte, esta sim ancestral dos índios de hoje.

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Sobre Blog de História para o 6º ano

Este é um blog com conteúdo didático do 6º ano de História, elaborado pela professora Renata Telha.

Publicado em 12/05/2010, em Pré-História e marcado como , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

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